Índice Alelo de Preço Médio de Refeição 2012, realizado em parceria com o Instituto Datafolha, aponta ainda:
- Aumento de 2,54% em relação ao levantamento do ano anterior
- Bebida e café puxaram alta do custo da refeição fora de casa
- Nordeste avança e passa a ser região mais cara do país
- Escolha pelo self service cai enquanto prato comercial, executivo e à la carte avançam
O Índice Alelo de Preço Médio de Refeição 2012 - divulgado a partir de hoje - mostra que o almoço fora de casa custa, em média, R$ 27,46 no Brasil. O valor representa um aumento de 2,54% em relação ao levantamento apresentado no ano passado, que apontava a média de R$ 26,78. Neste mesmo período (janeiro a outubro de 2011), o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) específico dos alimentos e bebidas evolui 4,76% e o IPCA geral avançou 5,43%. Segundo dados da pesquisa, o aumento dos estabelecimentos de até 50 lugares – que passaram a representar 34% da amostra contra 18% do ano passado –, motivou a pequena variação do preço médio de refeição. Os restaurantes com 50 ou mais lugares (66% de amostra) tiveram um crescimento médio de 10% no valor da refeição completa.
Os dados, apurados pelo Instituto Datafolha em parceria com a Alelo, administradora de cartões-benefício e cartões pré-pagos, contemplaram entrevistas com 4.312 estabelecimentos de cidades brasileiras realizadas entre 13 de setembro e 19 de outubro de 2011. A pesquisa, em sua terceira edição, é feita com estabelecimentos credenciados à rede Visa Vale, e analisa a refeição no período do almoço, de segunda à sexta-feira.
A pesquisa avaliou o custo individual de prato principal, sobremesa, bebida e café expresso, compondo assim o valor total da refeição. Da média de R$ 27,46, apontada pela edição deste ano, somente o prato representa aproximadamente 60% do valor da refeição completa, com valor médio de R$ 16,35. A sobremesa, por sua vez, representa R$ 5,38, enquanto a bebida participa com R$ 3,15 e o café com R$ 2,58. O aumento mais expressivo dos componentes da refeição foi identificado no valor do café (10,26%), seguido pelo preço da bebida (6,42%). Prato e sobremesa tiveram aumentos menores, com, respectivamente, 1,36% e 0,56%.
“A Alelo desenvolve anualmente esta pesquisa em parceria com o Instituto Datafolha com o objetivo de auxiliar as empresas a desenharem uma proposta de benefício em sintonia com os custos médios da região onde estão inseridas. Esse material, inclusive, é muito útil para os pequenos empreendedores, que se apóiam em informações de mercado para oferecer mais vantagens às suas equipes. Isso significa retenção e melhoria na qualidade de vida e produtividade destes funcionários”, explica Ronaldo Varela, diretor executivo Comercial, Marketing, Produtos e Novos Negócios da Alelo.
De acordo com os resultados das pesquisas anteriores, é possível afirmar que a refeição fora de casa “pesou” mais no bolso do brasileiro no período de 24 meses, entre outubro de 2009 até outubro de 2011. O valor da refeição completa (prato, bebida, sobremesa e café expresso) aumentou 20,92% neste período, passando de R$ 22,71 em 2009 para R$ 27,46 em 2011, segundo a pesquisa feita por Alelo e Datafolha. Atribui-se ao salto a alta de 16,49% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) específico dos alimentos e bebidas, ocorrida entre 2009 e 2011, enquanto o IPCA geral avançou 12,84%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Onde o preço é mais alto
De acordo com o ranking do levantamento, São Luís (MA) é a cidade com a refeição fora de casa mais cara do Brasil, com custo médio R$ 36,21. Em seguida, estão São Vicente (litoral sul de SP), com R$ 34,91, e Rio de Janeiro (RJ), com R$ 32,78.
Neste ranking, o Índice Alelo de Preço Médio de Refeição 2012 aponta outra curiosidade. A cidade de São Vicente (SP), até então não contemplada por não apresentar número de estabelecimentos suficientes para participação da pesquisa, não apenas mostrou grande aumento no número de estabelecimentos, como também se classificou como a segunda mais cara do país, refletindo o crescimento do número de habitantes e a chegada de empresas voltadas para o segmento de exploração de petróleo e gás.
A região Nordeste, que antes era a terceira mais barata do país com média de R$ 25,35, tornou-se a mais cara com média de R$ 29,35 por refeição. O Sudeste está logo atrás, com a média de R$ 27,84, seguida de Norte/ Centro-Oeste, com R$ 26,35 e Sul, com R$ 24,84.
Preferência entre categorias de almoço
O Índice Alelo de Preço Médio de Refeição 2012 analisa o custo e a oferta da refeição em quatro diferentes categorias de prato: comercial (também conhecido como “prato feito ou PF), self service, executivo e à la carte. Segundo a pesquisa, 58% dos estabelecimentos oferecem o sistema de refeição self service, queda de seis pontos percentuais frente à edição de 2011. O tradicional prato comercial subiu sete pontos e o executivo, cinco pontos percentuais.
“O trabalhador brasileiro conta com oportunidades crescentes no mercado formal, melhores remunerações e acesso a mais benefícios. Com a ampliação do poder de consumo, está migrando e experimentando outros sistemas de refeição. Quem antes se alimentava apenas com o tradicional prato comercial hoje adota as opções self service ou até mesmo à la carte”, comenta Varela. Para o executivo, o aumento da oferta dos sistemas de refeição comercial e executivo são resultados de uma possível adequação dos estabelecimentos a essa mudança de comportamento.
Sobre a pesquisa
Mais informações estão disponíveis no site www.pesquisaprecomedio.com.br.
ÍNDICE ALELO DE PREÇO MÉDIO DE REFEIÇÃO 2012
Preço médio das 10 cidades mais caras (em R$)
2010 2011
Rio de Janeiro - RJ 31,02 São Luis - MA 36,21
Brasília - DF 30,21 São Vicente - SP 34,91
Niterói – RJ 29,82 Rio de Janeiro - RJ 32,78
São Paulo - SP 29,42 Brasília – DF 31,77
Barueri - SP 28,27 Sorocaba – SP 30,54
Santos - SP 27,56 Belém – PA 30,33
Macaé - RJ 27,37 Piracicaba – SP 29,99
São Luis - MA 27,31 Salvador 29,96
Ribeirão Preto – SP 27,08 Natal 29,87
Sorocaba – SP 26,53 Jundiaí – SP 29,71
Preço médio das 7 cidades mais baratas (em R$)
2010 2011
Contagem - MG 18,00 Contagem – MG 16,50
Diadema 20,77 Cuiabá – MS 20,18
Uberlândia - MG 21,01 Uberlândia - MG 21,02
Osasco - SP 21,79 S. José dos Pinhais - PR 21,09
Londrina - PR 22,16 Vila Velha – ES 21,34
Mogi das Cruzes 22,40 Bauru - SP 21,62
Campo Grande – MS 22,63 São Caetano do Sul – SP 22,23
Preço médio nas capitais pesquisadas (em R$)*
1ª Cuiabá 20,18
2 ª Campo Grande 22,59
3 ª Manaus 23,48
4 ª Goiânia 23,56
5 ª Belo Horizonte 24,01
6 ª Curitiba 24,91
7 ª Porto Alegre 25,11
8 ª Florianópolis 26,06
9 ª Fortaleza 26,27
10 ª Recife 26,73
11 ª São Paulo 28,47
12 ª Vitória 28,58
13 ª Natal 29,87
14 ª Salvador 29,96
15 ª Belém 30,33
16 ª Brasília 31,77
17 ª Rio de Janeiro 32,78
18 ª São Luis 36,21
*O Datafolha realizou pesquisa em Aracaju, mas a amostra foi considerada insuficiente para análise estatística
Conheça mais em www.alelo.com.br
Materias Relacionadas
Confira o 4º Festival Sabor de Botequim
A região do Vale do Café, no Rio de Janeiro, receberá a partir de hoje (4) o 4º Festival Sabor d...
Roteiro romântico na América Latina
A Colômbia dispõe de uma cultura impressionante, paisagens paradisíacas, belas praias e monumento...
Novos itinerários em Galápagos
Uma das mais belas regiões do planeta, o Arquipélago de Galápagos, a cerca de mil quilômetros da...
Em busca de apaixonados pelo cinema brasileiro
A produtora cultural Brazucah abriu no dia 5 de março seu processo anual de cadastramento de guer...
Como forma de presentear seus fãs mais engajados, a Skol lança pela primeira vez um ovo de Páscoa...