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Rikka Costa


Rikka no Havaí -


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Surfista de corpo e alma

Ricardo Costa, 52, é professor e pai da jovem Yolanda. Até aí nada de novo. No entanto, esse apaixonado pelas ondas já encarava o mar de Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, com apenas 10 anos de idade. Tudo começou quando um grupo de amigos comprou três pranchas longboards glasspack. Essas pranchas foram as primeiras a serem trazidas da Califórnia para terras tupiniquins. Feitas por molde, elas eram pesadas e ocas e, na gíria, eram conhecidas como “tocão”, que para bom surfista significa prancha ruim. De qualquer forma, a diversão estava garantida. “Um amigo chamado Pezão empurrava as crianças para fazer gracinhas para minha irmã mais velha, Chris”, diz o surfista, com ares de nostalgia.

“O mar sempre atraiu meus pais e avós”, revela Rikka, como é conhecido pelos amigos. Com ele, é claro, não podia ser diferente. Parte da segunda geração de surfe no Brasil, o esportista assume a missão de passar o surfe para todas as gerações de sua família, como afirma seu primo, o jornalista Fernando Poffo. “Foi ele quem me deu a primeira prancha. Era uma Twin, monoquilha, vinho. Irada”, conta. Poffo não foi o único a ser agraciado com a surpresa. O “primão Rikka” ainda fez questão de introduzir o “equipamento” para o resto da família. “Nesse mesmo verão, todos os primos receberam o mesmo presente de Natal de um primo doidão que não conhecíamos direito e que morava no Havaí”, disse Poffo. Para as então crianças, esse foi um dos melhores presentes de uma vida inteira. Passados alguns anos, chegou a vez de Fernando encontrar uma prancha para a filha Letícia, sob a tutela do “primão”.

No início da vida como surfista, ele participou de alguns campeonatos. Apesar de mandar bem, acabou desistindo por ser muito competitivo e não gostar do que chama de “roubalheira” por parte dos juízes. Quando se mudou para Camburi, no litoral norte, chegou a participar de outras provas, mas esse ambiente não era, definitivamente, a sua praia. Ainda assim, o vetereno mantém a mesma paixão de quando começou. “Vou para o Havaí todos os anos, sempre em fevereiro”. Os percalços da vida nos mares - brigas, salvamentos e outros tipos de apuros - , nunca o fizeram desistir. “Já quebrei mais de 60 pranchas”.

Como todo bom surfista, de corpo e de alma, Rikka construiu sua vida pensando no esporte. “Surfe é tudo de bom na minha vida. É por isso que dou aulas para iniciantes e treinamento para que os mais aventureiros voltem vivos do Havaí”, afirma, com o bom humor habitual. Suas aulas acontecem aos fins de semana e durante as férias escolares. Se você está pensando em se aventurar pelos mares em cima de uma prancha, conheça este profissional que irá te ajudar na missão.

Serviço:

Aulas com o Rikka
11 9607-0145

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