À frente de sua banda, Julio Mairena já passou por vários palcos importantes do cenário musical: SWU (2011), Virada Cultural (2011), Virada Paulista (2012) e festivais pelo Brasil, além das principais casas noturnas de São Paulo. Tudo isso em apenas três anos. Agora, em paralelo ao trabalho que segue com a banda Apolonio, o músico lança seu primeiro disco solo, que traz dez canções autorais e uma agradável novidade: letras em português. "Cantar e escrever em português é muito bom, algo que eu sempre quis", diz o músico, acostumado cantar em inglês em seu sexteto. "Mas leva tempo até você encontrar seu próprio estilo. Antes, eu acho que conseguia ter um desprendimento maior em inglês, talvez por nossa relação com o idioma ser mais etérea e cultural, uma vez que passa essencialmente por filmes e livros. Em inglês parece que tudo soa bem. Já em português tudo soa mais fiel e real: letra boa soa muito bem, letra ruim soa péssimo, e o que separa os dois é difícil de explicar", analisa o cantor.
A base de todas as canções do disco é a voz de Mairena que passeia confortavelmente entre graves e agudos e é acompanhada por um inconfundível jeito de arranjar canções ao violão. Também muito presentes são as intensas guitarras compostas pelo amigo Guilherme Almeida, da banda gaúcha Pública, a convite do próprio Mairena. Além disso, o disco ainda tem a participação do músico e produtor baiano André T, que além de mixar e masterizar cinco faixas, contribuiu com lindos arranjos para as faixas "Road Song", em que toca um orgão Hammond, e "Doce", em que pilota com maestria um piano Rhodes.
Ao longo dos 38 minutos deste belo registro surgem ainda metais, vibrafones, assobios e um piano de brinquedo dos anos 70. A parte percussiva foi gravada pelo próprio Mairena, e de forma nada convencional: o que os ouvintes poderão pensar ser um bumbo ou surdo é na verdade um banco de couro tocado com baquetas de feltro, e os chocalhos são uma lata de uísque cheia de arroz. "O fato de eu ter usado a embalagem do uísque diz bastante sobre esses últimos anos", brinca o músico. "Estou muito feliz com o lançamento desse disco, é algo que eu sempre sonhei. E poder contar com o talento de André T e Guilherme Almeida foi uma honra", finaliza.
Sobre o nome do disco Mairena afirma: "Sombra e Concreto remete a dois opostos extremos de suavidade e dureza. E eu acho que o disco tem essa dicotomia, partes suaves e partes duras, seja no som ou na letra". O trabalho está integralmente disponível para download no site www.mairena.art.br e deve ganhar formato físico ainda este ano.
Materias Relacionadas
Jamiroquai volta ao Brasil em fevereiro para shows em SP e SC
Com 20 anos de carreira, 25 milhões de álbuns vendidos e milhares de fãs espalhados pelo mundo, a...
Programe-se para o Festival de Verão Salvador 2013
A maior temporada musical do verão brasileiro chega a sua 15ª edição com mais fôlego do que nun...
Cruzeiro Roupa Nova traz clássicos brasileiros e internacionais
No repertório, além de sucessos do grupo, estão versões como "Tenha fé na música", para o clá...
Orquestra de Câmara da USP se apresentará em museu
O projeto Música no Museu da Casa Brasileira apresenta, no último domingo de setembro às 11h, a O...