viagem


Tamanho do texto

Pequim na intimidade

(texto e fotos: Nadine Escovar, correspondente internacional do Portal Alone)

A mesa para oito pessoas ficava em uma sala privada, separada de todos os outros clientes do restaurante. No centro, um tampo de vidro girava para que tivéssemos acesso aos pratos feitos de flores, molhos picantes e pés de pato crus. Entre os goles de baijiu, uma “cachaça” chinesa que passa de 60% de álcool, o chef entra na sala carregando o prato principal: pato assado. Ele corta a ave em exatos 108 crocantes pedaços com uma habilidade digna de mestre de kung fu. As porções são servidas por garçonetes tão ágeis quanto o cozinheiro e enroladas em uma fina massa de panqueca. Tudo é milimetricamente organizado para que seja perfeito. No entanto, se você precisar ocupar o banheiro, não se assuste: no lugar do vaso sanitário pode encontrar apenas um buraco no chão. Os chineses são assim: modernos, eficientes, extravagantes, sábios. E, sob a perspectiva do mundo ocidental, também muito atrasados em relação a algumas coisas.

A capital Pequim, com quase 20 milhões de habitantes, tem o trânsito mais caótico de todos os 15 países por onde já passei. Os motoristas buzinam sem cessar e, num ziguezague caótico, quase passam por cima dos pedestres, que também ignoram faixas de segurança e sinais. Os taxistas gritam, pedem pressa e, inclusive, arrotam na frente dos passageiros. O hábito abominável de limpar a garganta e cuspir na rua chegou a ser proibido, sem sucesso, quando a gripe aviária tomava conta da Ásia, gerando multas para os “infratores” – da lei e da boa educação. No metrô, então, é melhor se mover bem rápido, antes que alguém faça o favor de mostrar o caminho mais rápido com uma cotovelada. Ninguém fala inglês. Pedir informações e direções nem através de mímicas, já que meu mandarim é tão bom quanto meu senso de direção. Por isso, só recomendo ir a Pequim se você tiver dinheiro para gastar com um bom hotel e um bom guia turístico. E eu recomendo!

Leia mais:

Um palácio só para trocar de roupa. Veja essa e outras atrações da China imperial, além de uma excelente GALERIA DE IMAGENS

As regras de etiqueta para você não passar vergonha diante do povo chinês

Conheça as nossas sugestões de restaurantes em Pequim

Não deu para viajar? Saiba como preparar o tradicional pato assado à moda chinesa

Os dumplings, com 400 anos de história, são outro tipo de prato que você também pode fazer em casa

As dicas para tirar o visto

Pousadas

The Orchid Beijing

Com apenas 10 quartos, o novíssimo The Orchid Hotel é o lugar ideal pra quem quer fugir da loucura que é a cidade. Localizado em uma hutong, permite que você conheça a verdadeira Pequim. Além de serviço de transfer do/para o aeroporto e delicioso café da manhã, o hotel fica no Distrito de Dongcheng, onde estão atrações como a Cidade Proibida, O Templo de Lama e o Parque Jingshan. (http://www.theorchidbeijing.com/)

Great Wall Box

Se o que você quer mesmo ver é a Muralha da China, depois do café da manhã você pode começar a caminhada direto desta pousada. Localizada ao lado da muralha na região de Gubeikou, este B&B (bed and breakfast) vale o esforço para chegar até o centro de Pequim. . O conforto dos quartos é tudo que você precisa depois do passeio pela Muralha em Gubeikou, que mantém a original aparência porque está bem preservada e não foi restaurada. (http://en.greatwallbox.com/)

Pangu Hotel

Para quem pode extravazar, este luxuoso hotel 7 estrelas fica na área onde aconteceram os Jogos Olímpicos de 2008, com vista magnífica para o Ninho do Pássado e o Cubo D'Água. O Pangu Hotel oferece 3 premiados restaurantes de cozinha japonesa, chinesa e francesa, 2 lounges, além de um salão para bailes e espaço para acomodar qualquer reunião ou conferência. Se o negócio é luxo, também vale a pena visitar o Atmosphere Bar, no 80° andar do hotel China World Summit Wing.(http://www.panguhotel.com/)

 

Materias Relacionadas

Publicidade

Ocultar / Mostrar