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Sócrates de Ribeirão Preto

Ele não nasceu em Ribeirão Preto, no interior paulista. Na verdade, é de Belém, no Pará. Tampouco sua estreia como jogador foi feita no Corinthians. Seu primeiro clube foi o Botafogo de Ribeirão Preto, cidade aonde chegou quando o pai, um funcionário público, foi transferido por exigências de trabalho. Sócrates na língua do Parque São Jorge não era o professor de Platão na Grécia antiga; mas o Doutor Sócrates, que dentro e fora de campo fez do pensamento e da inteligência duas das maiores características de sua filosofia.    

O ex-jogador, que se formou também em Medicina, teve um papel fundamental na história do Corinthians. Além do bicampeonato paulista 1982-1983, Sócrates foi um dos líderes da Democracia Corinthiana, movimento que conferiu a atletas e funcionários poder de voto – com peso igual ao dos membros da diretoria. Os assuntos a opinar variavam desde contratações, passando pelas demissões, local de concentração, entre outros.

Devido à sua importância para a história do Corinthians, o fato de ter estreado em Ribeirão faz da cidade um ponto de passagem obrigatório no roteiro do fiel turista corintiano. 

Ribeirão Preto


Símbolo do cultivo do café até o fim dos anos 1920, Ribeirão tem hoje uma faculdade de Medicina entre as melhores do país e é considerada também um polo tecnológico. Um dos maiores motivadores do turismo local é o mundo dos negócios, principalmente o agronegócio.

Confira algumas das principais atrações da cidade:

Agrishow:
a feira anual movimento cerca de R$ 2 bilhões de reais em negócios, oferecendo os equipamentos mais modernos para o setor agrícola. O evento é uma espécie de vitrine para os lançamentos da tecnologia de ponta, sendo realizada anualmente. Em 2013, uma das três maiores feiras do setor no mundo, segundo seus organizadores, será realizada entre os dias 29 de maio e 3 de abril.

Pinguim: o restaurante tradicional fica em frente ao Teatro Pedro II, no chamado “Quadrilátero Paulista”, de Ribeirão Preto. Depois, foi aberta uma filial no shopping Santa Úrsula. Para quem não conhece o estabelecimento, vale a pena começar pela matriz, que se destaca pela arquitetura da fachada e o ambiente interno. São mais de 1,5 milhão de clientes por ano, que consomem cerca de 4 milhões de tulipas de chope – carro-chefe da casa. O Pinguim já virou um ponto tão tradicional da cidade que vende até souvenires, como camisas e chaveiros.

Comprinhas: de sexta a domingo, a Feira de Artesanato apresenta 150 artesãos da região, que oferecem produtos de cerâmica, metais, couro, vidro, entre outros. Um lugar perfeito para levar uma lembrança. O Mercado Municipal, por sua vez, tem 152 boxes com produtos variados, com destaque para os da área gastronômica. O seu prédio é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).

(foto: Sergio Gonçalves)

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