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Tudo em família

Se você já leu a respeito das aventuras do viajante Marco Polo, o nome do imperador mongol Gengis Khan pode lhe soar familiar. E isso não é estranho. Na verdade, Gengis era avô de outro imperador, Kublai Khan – a quem Marco Polo costumava encaminhar os relatos de suas maravilhosas aventuras pelo continente asiático. O roteiro incluiu regiões dos atuais China, Vietnã, Sri Lanka, Índia, Irã, Turquia, entre outras.

Até hoje, não se sabe se tudo o que foi contado refletiu fielmente a realidade, se parte da história era fruto da imaginação do viajante ou se alguns capítulos podem ser atribuídos às experiências de outras pessoas. O principal é que os feitos de Marco Polo impressionam não apenas pelo trajeto percorrido em três anos e meio, mas pelos fatos revelados. Afinal, muitas das práticas, crenças, modos de vida, liturgias e até mesmo avanços tecnológicos locais eram bem diferentes dos encontrados na Europa do século XVIII.

Para conhecer mais detalhes sobre o assunto, recomendamos:

As viagens de Marco Polo (Editora Ediouro):
adaptado pelos autores Carlos Heitor Cony e Lenira Alcure, este clássico da literatura incendeia a imaginação ao misturar história, aventura, relato de viagem e fantasia. Marco Polo tinha 17 anos quando partiu rumo às terras do imperador mongol Kublai Khan. Ao relatar sua viagem para um companheiro de prisão, Marco Polo apresenta fatos, histórias e dados geográficos até então inimagináveis no Ocidente. Marco Polo teria ficado um ano preso após ser capturado em uma batalha naval em 1298, contra os genoveses. Foi libertado um ano depois, com o fim da guerra.

The Travels of Marco Polo (Editora Wordsworth):
para quem gosta de le rem inglês, esta reedição do clássico livro de 1926, com belas ilustrações.

Cidades Invisíveis (Editora Cia. Das Letras):
'As Cidades Invisíveis', de Italo Calvino, um dos escritores mais importantes e instigantes da segunda metade do século XX, conta a história do famoso viajante Marco Polo, que descreve para Kublai Khan as incontáveis cidades do imenso império do conquistador mongol. Neste livro, a cidade deixa de ser um conceito geográfico para se tornar o símbolo complexo e inesgotável da existência humana.


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